CÂNCER DA PELE
Dra. Andressa Vargas
3 min read


Câncer da Pele
O que é?
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, 135 mil novos casos e o câncer da pele responde por 25% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil.
O tipo mais comum, o não melanoma, tem baixa letalidade, mas os números alarmam os especialistas.
A exposição excessiva ao sol é a principal causa da doença.
Nos Estados Unidos, a Academia Americana de Dermatologia estima que haja dois milhões de casos novos a cada ano.
A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele.
Estas células se dispõem formando camadas e, de acordo com a camada afetada, definimos os diferentes tipos de câncer.
Os mais comuns são:
Carcinoma basocelular
Carcinoma espinocelular
Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele.
A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos, e a maioria dos casos está associada:
À exposição excessiva ao sol
Ao uso de câmaras de bronzeamento
Apesar da incidência elevada, o câncer da pele não melanoma tem baixa letalidade e pode ser curado com facilidade se detectado precocemente.
Por isso:
Examine regularmente sua pele
Procure imediatamente um dermatologista caso perceba pintas ou sinais suspeitos
Tipos de Câncer da Pele:
Carcinoma Basocelular (CBC)
É o tipo mais frequente entre todos os cânceres da pele.
Surge nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme.
Possui baixa letalidade e altas chances de cura quando diagnosticado precocemente.
Costuma aparecer em regiões mais expostas ao sol:
Face
Orelhas
Pescoço
Couro cabeludo
Ombros
Costas
O tipo mais comum apresenta-se como:
Pápula avermelhada e brilhante
Crosta central
Sangramento fácil
Carcinoma Espinocelular (CEC)
É o segundo tipo mais frequente.
Manifesta-se nas células escamosas das camadas superiores da pele.
É mais comum em áreas expostas ao sol:
Rosto
Orelhas
Couro cabeludo
Pescoço
Pode estar relacionado:
À exposição solar
Feridas crônicas
Cicatrizes
Drogas antirrejeição
Exposição química
As lesões normalmente:
São avermelhadas
Descamam
Não cicatrizam
Podem sangrar
Melanoma
É o tipo menos frequente, porém o mais agressivo e com maior índice de mortalidade.
Quando diagnosticado precocemente, possui chances de cura superiores a 90%.
Geralmente apresenta-se como:
Pinta
Mancha escura
Sinal que muda de cor, formato ou tamanho
Pode causar:
Sangramento
Crescimento rápido
Alterações nas bordas
O melanoma se origina nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina.
Pessoas de pele clara apresentam maior risco, embora o melanoma também possa ocorrer em pessoas negras.
Nos estágios iniciais, limita-se às camadas superficiais da pele, facilitando a cura cirúrgica.
Em fases avançadas, pode ocorrer metástase para outros órgãos.
Sinais e Sintomas
O câncer da pele pode se parecer com:
Pintas
Eczemas
Lesões benignas
Fique atento a:
Lesões brilhantes ou avermelhadas que sangram facilmente
Pintas que mudam de cor, textura ou tamanho
Feridas que não cicatrizam
Lesões com crostas, erosões ou sangramentos
Regra do ABCD
Assimetria
Assimétrico: suspeito de malignidade
Simétrico: geralmente benigno
Borda
Bordas irregulares: suspeitas
Bordas regulares: geralmente benignas
Cor
Mais de um tom: suspeito
Tom único: geralmente benigno
Dimensão
Maior que 6 mm: atenção
Menor que 6 mm: geralmente benigno
Tratamento
Todos os casos de câncer da pele devem ser diagnosticados e tratados precocemente.
Os tratamentos variam conforme:
Tipo do tumor
Localização
Extensão
Profundidade
Principais tratamentos:
Cirurgia Excisional
Remoção do tumor com bisturi e margem de segurança.
Curetagem e Eletrodissecção
Raspagem da lesão seguida de destruição elétrica das células tumorais.
Criocirurgia
Destruição do tumor através do congelamento com nitrogênio líquido.
Cirurgia a Laser
Remoção utilizando laser de dióxido de carbono ou Erbium YAG.
Cirurgia Micrográfica de Mohs
Remoção progressiva com análise microscópica imediata.
Terapia Fotodinâmica (PDT)
Uso de substância fotossensibilizante ativada por luz intensa.
Também podem ser utilizados:
Radioterapia
Quimioterapia
Imunoterapia
Medicações tópicas e orais
Como prevenir?
Evitar exposição excessiva ao sol é a principal forma de prevenção.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda:
Uso diário de protetor solar
Chapéus e roupas adequadas
Permanecer na sombra entre 10h e 16h
Reaplicar protetor solar a cada 2 horas
Observar regularmente pintas e manchas
Consultar dermatologista anualmente
Fotoproteção
A radiação ultravioleta possui efeito cumulativo e pode provocar:
Manchas
Rugas
Sardas
Tumores benignos e malignos
Use sempre:
Filtro solar FPS 30 ou superior
Óculos escuros
Chapéus
Roupas apropriadas
Sobre os protetores solares
Os fotoprotetores ajudam a prevenir:
Câncer da pele
Envelhecimento precoce
Queimaduras solares
O ideal é utilizar produtos com proteção:
UVA
UVB
Resistência à água
Radiação UVA e UVB:
UVA
Penetra profundamente na pele
Principal responsável pelo envelhecimento e câncer da pele
UVB
Mais intensa entre 10h e 16h
Principal responsável pelas queimaduras solares
Como aplicar o fotoprotetor?
O produto deve ser aplicado ainda em casa e reaplicado a cada 2 horas em caso de exposição solar prolongada.
Mesmo em dias frios ou nublados, o filtro solar deve ser utilizado.
Bronzeamento Artificial e Saúde
O bronzeamento artificial é proibido no Brasil para fins estéticos desde 2009.
As câmaras de bronzeamento:
Aumentam o risco de câncer da pele
Aceleram o envelhecimento precoce
Foram classificadas pela OMS como cancerígenas
A Sociedade Brasileira de Dermatologia é contrária ao bronzeamento artificial devido aos riscos à saúde.
Pele bonita é pele saudável.
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